Pensava que era uma pessoa com as prioridades certas - trabalho, família, amigos, sexo, álcool, nesta ordem de importância - mas ontem percebi que não senhora. Afinal, andei equivocada este tempo todo. Ontem percebi finalmente por que fui posta neste mundo, por que razões calcorreio este trilho de gravilha que a vida na Terra. Estava a jantar calmamente num qualquer restaurante quando as ouvi. Primeiro, um leve murmúrio, soprando, qual brisa suave em forma de palavras, na minha nuca. Um ajuntamento de quatro moças bem-parecidas, com uma média de 25 anos de idade e 80 de Q.I., conversava alegremente sobre questões fracturantes e tópicos de grande interesse para a nossa sociedade pós-moderna. Atentei na sua troca de impressões (bem, na verdade, recostei-me escandalosamente na cadeira), e absorvi avidamente a sabedoria daqueles três seres magnânimos. Aqui fica um best of : "A Marisa disse-me que gostava mais do meu anel do que do que o Carlos lhe deu, porque diz que a pedra é mais bo...