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Fascinação

Os homens fascinam-me. É verdade. E penso que isto não tem apenas a ver com o facto de eu ser mulher / heterossexual / não-frígida. Há algo que me impressiona profundamente nas relações masculinas, algo que me toca quando observo um grupo de homens em convívio. Sinto inveja da forma atabalhoada, mas diplomática como os machos estruturam as suas amizades. As palmadas nas costas, a sua forma "carinhosa" de falar sobre nós (fêmeas). Com o meu historial, por esta altura, deveria odiar toda a raça masculina, todos os seus exemplares existentes à face da terra. Mas não consigo! Se dissesse que os odiava, estaria a ser hipócrita. Tal como a maioria dos homens, eu também adoro descansar o meu olhar em rapazinhos (e homenzinhos) bem torneados, com olhares profundos e interessantes... Não consigo odiar os homens... porque os adoro! Adoro a forma desarranjada e infantil como convivem . Adoro as conversas que têm, a forma como conseguem viver e conviver à base de assuntos que para nós, ...

Aos meus amigos

22 anos. Apercebo-me que, mais do que celebrações, presentes (apesar de gostar muito... ihihi...), o que importa neste momento é agradecer a quem me acompanhou neste último ano, particularmente difícil. Quero tornar público o meu amor, carinho e amizade por aquelas pessoas que me acompanham com a sua sabedoria, alegria, companheirismo, loucura, solidariedade, inteligência. Vocês são únicos. Obrigada. Ana Raquel Teixeira (Teixeirinha): pela sensatez, pela calma, por me fazer ver o mundo de outra perspectiva. Pelos momentos de tolice, os dias (e noites) no Fura. A minha companheira na nobra arte de apreciação do sexo masculino (Upa! Upa!) Inês Correia: A minha piolha, paciente ouvinte das minhas descaragas de raiva, acessos de fúria e emoções descontroladas. Mereces um prémio pela paciência! Grandes conversas de Domingo à noite! Eduardo: Companheiro de lutas, ilusões e desilusões. Estiveste sempre lá, no melhor e no pior. O homem que, um dia, me entendeu. Agradeço a tua compreensão, o...
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A crise abre uma janela para a nossa alma 

A Crise

"Depois de uma crise seremos transformados para sempre" Porque hoje é Domingo, aqui fica um excerto da Revista XIS, relacionado com o tema "Crises de Crescimento". Todos somos marcados por elas, mesmo que não nos apercebamos do traço de mudança que elas deixam na nossa vida. Para reflectir. Quanto mais ignoramos as crises, mais os problemas se avolumam. Assumi-las é uma regra de ouro que previne o sofrimento e desenvolve a coragem necessária para olharmos para dentro de nós, encarando de frente os problemas. Não temos culpa que as crises rebentem, mas devemos ter consciência que, de alguma forma, podemos ter contribuído para a sua construção. Scott Peck, autor do célebre livro "O Caminho Menos Percorrido", afirma que devemos absolutamente responsabilizar-nos pela pessoa que somos, em todas as áreas da nossa vida. Fugir a estas responsabilidades significa, por exemplo, escamotear situações que nos desagradam e que pretendemos não ver, "empurrando-as...
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Um homem normal 
Um homem normal Ele não era um homem de excessos. Bebia o seu copo de vez em quando, fumava um charro com os amigos, aos fins-de-semana. Jogava no Euro Milhões. O emprego pagava bem, não tinha razões de queixa. As prestações do carro estavam em ordem, as da casa também. A vida corria. A mulher não lhe dava problemas. Bonita, sem ser espampanante, engraçada, mas não demasiado inteligente (as mulheres inteligentes davam-lhe dores de cabeça). Estavam a pensar ter o primeiro filho. Ela andava entusiasmada com papel de parede com ursinhos, babetes e biberões, ele com a satisfação de formar a sua prole. Às Sextas fodiam. A mulher não o excitava demasiado, dava-lhe tesão suficiente para levar a cabo o acto. Era meiga, carinhosa. Iria dar uma excelente mãe. Às Sextas, “faziam amor”. Legítima e legalmente. Perante Deus, o Estado e aqueles horrorosos candeeiros que ela insistira em comprar. Era Sexta-feira. Encontraram-se com os amigos. Três casais, entrando nos trinta. O grupo do costume, no b...
Doce melancolia da paixão Doce amor reencontrado Cálida luz, suave dor Calmaria... o vento nas nuvens, nos cabelos, nos teus cabelos. O silêncio dos ruídos da cidade, os espelhos nos olhos dos estranhos As ruas... ruas... ruas... Sorrimos. Assumimos sem vergonha estarmos vivos.
"Espero que todos tenham aprendido a lição a bem da Democracia e de Portugal" José Sócrates
Dura como o aço, delicada como uma borboleta Quanta saudade tua, meu amigo! Quantos meses percorridos, meses que ultrapassam as pontas dos meus dedos! Quantos quilómetros percorreram eles no teu corpo, no papel, nas palavras. Quanta saudade do que nunca existiu! Vem a mim, meu amigo, celebremos a alegria de nunca termos sido, a certeza que nos queima a alma, a dor de estarmos vivos e conscientes! Tudo se torna mais leve com a cadência inevitável do tempo. Até a inquietude se apazigua. Aprende-se a ficar, a ser um bocadinho menos fraco do que se era no passado. Já nos quedámos lá atrás. O que éramos morreu, sem quase darmos por isso. Mas…vem. Vem, dessa tua maneira, vem de qualquer maneira. Vem, que haverá sempre uma casa à espera. Nunca faltará pão e vinho para te receber. Nunca faltarão os abraços, o beijo morno já teu conhecido, aquela estranha paz.
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Vamos jogar à cabra-cega...  
Porque hoje é Domingo... Porque hoje é domingo e a racionalidade para produzir algo de coerente não abunda, prefiro citar na íntegra a crónica de Vasco Pulido Valente, da edição de hoje do "Público". Se não fosse pelo frio que se faz sentir, diria que estamos em plena silly season , tal é a quantidade industrial de disparates que se têm dito (e publicado) nos últimos dias. Até os jornalistas já começam a perder a paciência para os políticos. O que vale é que só falta mais uma semana. Ufa! Small Is Beautiful? Por VASCO PULIDO VALENTE Este fim de campanha, toda a gente descobriu um fraquinho pelos pequenos partidos. Ontem, aqui mesmo, o "sobe e desce" punha Portas, Jerónimo e Louçã a "subir", e a "descer" Santana e Sócrates. Também o "Expresso" dava o "alto" a Jerónimo e o "baixo" a Santana. E, pelo que se vê na televisão e se ouve na rua, há de facto uma condescendência especial para tudo o que não seja PS ou PSD. Ist...
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Amoroso, não é? 

Especial Dia de Sao Valentim

Especial Dia de São Valentim!! (leitura não aconselhável a pessoas sensíveis, aquelas que acham "normal" oferecer ursinhos de peluche às caras-metade) Pois é. Já cá faltava um especial dedicado ao Dia dos Namorados, essa grande data dedicada ao "amor". Não me vou perder em considerações sobre a origem desta celebração, mas aviso-vos já que não tem raiz na tradição católica, uma vez que São Valentim nem sequer é padroeiro do dia 14 de Fevereiro. Os tarecos desse dia são S. Cirilo e S. Metódio, padroeiros da Europa...bem, não interessa. Porque é que existe, não sei. Mas existe, é um facto. E nós temos de levar com isso, uma vez por ano. Tão certinho como o Sócrates ganhar as eleições. Portanto, há que fazer algo para tornar esta comemoração um pouco mais original... e menos aborrecida. Eu sei que há por aí muito boa gente que começa, já em Dezembro, a matar a cabeça, tentando descobrir que presente/surpresa oferecer à sua alma gémea. E depois, há aqueles que, até às 2...
Rock the vote, shake the country A taxa de abstenção eleitoral ronda os 40%-60%. Vivemos num regime democrático, temos o direito de eleger as pessoas que queremos ver a governar o país. E, em vez de perdermos 30 minutos nas urnas, ficamos em casa nos Domingos de eleições, ou optamos por dar a passeata costumeira pelos inúmeros shoppings do nosso Portugal. Porquê, minha gente? São só dois ou três Domingos aqui e acolá! A Zara, a Berskha, o Macdonalds e a Picanha não vão acabar se a malta não for lá deixar os euros no dia 20! Votar não doi, até pode ser agradável. Dão-nos papelinhos, caneta, enfiamo-nos num cubiculozito e fazemos uma cruzita no quadrado que mais nos aprouver (ou não fazemos cruzita... fazemos uns macacos, ou escrevemos "SLB FOREVER"... ou nada, vulgo "voto branco"). Depois disto, estamos livres para ir dar a volta dominical com os putos, a sogra, a "entourage" toda. Mentalizemo-nos disto: ou vamos todos ou não vai ninguém. Porque, se for ap...
A cicatriz, aquela marca que me marca, encontro-a nestas novas faces. É como se me visse ao espelho, como se reconhecesse neles os restos das dores que me afligiram. Mas isso não me faz sentir mais calma, mais segura, não me faz sequer sentir acompanhada. Sinto-me fria, indiferente aos que me olham de frente e me estendem a mão. Sei que nada disso vai durar, porque nos marcaram. E porque, secretamente, já perdemos a esperança de amar. Já não somos ingénuos, que alegria! Daqui em diante estaremos sempre à espera de ouvir uma referência, dos gestos que denunciam a presença do outro na nossa herança. Espiaremos o comportamento de quem dorme connosco, inconscientes que estamos a espiar-nos. Vamos fugir de nós, vamos fingir que sim, que gostamos, que é novo, que é bom. Vamos fingir que a nossa alma não ficou numa cidade mais a sul. Vamos fechar os olhos por um momento. Beija-me. Fingir sabe tão bem...
"Há nos confins da Ibéria um povo que nem se governa nem se deixa governar" Gaius Julius Caesar (100-44 AC)

Campanha de Alcova

Francisco Louçã retirou legitimidade discursiva a Portas, porque os fluidos seminais deste nunca perpassaram com sucesso a barreira do óvulo (gerando “vida”). No último comício do PSD, em Braga, Santana Lopes soltou comentários sobre os “colos” que José Sócrates preferia, aconchegos esses diferentes das preferências viris do actual primeiro-ministro. Convém não esquecer os requintes de malvadez que rodearam este achaque bafiento do líder do PSD: o comício supracitado realizou-se em Braga (cidade esmagadoramente conservadora e católica), onde o enfant terrible se fez rodear de quase mil militantes do sexo feminino. Demasiado apropriado. Já se estava a adivinhar que o próximo argumento, o mais poderoso, desta campanha eleitoral seria as opções sexuais de José Sócrates. Os rumores corriam à boca-pequena pelos quatro cantos do país e, mais dia menos dia, alguém traria esse “detalhe” a público. Sempre pensei que tal acontecesse nas páginas das revistas mundanas ou de jornais como o “24 hora...

Addicted To Love

Viciados em chocolate, viciados em vinho, viciados em coca, viciados em televisão, viciados em sexo. Viciados no amor. Nos tempos áridos da pós-modernidade (ou modernidade tardia, como ironicamente lhe chama Giddens), envolvemo-nos no deserto cibernético, mergulhamos no sexo sem rosto, nas dietas furiosas, no trabalho compulsivo. E, mais obsessivamente que os trovadores da Idade Média, ficámos reféns do amor. Não desse amor vivido, dessas relações construídas, mas do amor egoísta, exigente, físico, destrutivo. Segundo especialistas britânicos, há cada vez mais pessoas (homens e mulheres) que criaram uma dependência das relações amorosas. Precisam de ter alguém do seu lado. Procuram colmatar a necessidade intrínseca da presença de alguém. Normalmente não interessa quem é essa pessoa. Desde que seja. Dizem também esses especialistas (que já criaram clínicas de apoio para os co-dependentes) que os viciados no amor procuram nos relacionamentos o mesmo padrão de pessoa. Geralmente o mesmo t...

Auschwitz

AUSCHWITZ (27/01/1945) "O que vais fazer de mim, meu irmão?"

"Closer"

As mentiras que fazem de nós a merda de seres humanos que somos...