Um Amor Possivel

A rapariga conhece o rapaz numa discoteca. Dançam, bebem, acabam na cama de um deles. De manhã, ela acorda e repara naquele que está a seu lado. “Este bem que podia ser o tal !” Mas, o pragmatismo urbano vence a ilusão. Veste-se sem fazer ruído e volta ao seu mundo.
Estranha realidade esta, em que permitimos de bom grado que um estranho invada o nosso corpo, mas repudiamos que faça o mesmo à nossa alma!
De que temos medo?
Medo de perder o controlo, de perder a razão. Medo de não ser capaz de lidar com as crises que surgem. Medo da rotina. Da infidelidade. Da fidelidade. Das doenças venéreas. Da realidade.
Adoro construir um mundo irreal, uma relação de sonho, onde tudo se desenrola na perfeição. Não há discussões, ele não tem borbulhas, não é mais baixo que eu. É inteligente e compreende os meus ideais. Ele é eu. Procuramo-nos nas outras pessoas, porque ainda não nos encontrámos.
Vivo no pânico de ver o espelho, porque diariamente apenas o olho.

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