God will provide...
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Luz de amor
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Estava destinado. Dos quase nove anos que vivo em Lisboa, cinco foram passados na cercania do Estádio da Luz. De ano para ano, fui-me aproximando, sem qualquer intenção consciente, da gigante bolacha abobadada de betão e aço que, época após época, acolhe esperanças encarnadas. Não deixa de ser curioso que eu, nascida e criada a 50 metros de um outro estádio (da União Desportiva Oliverense), tenha vindo parar, com os tropeções habituais que a vida dá, aqui. Precisamente aqui onde, semana sim, semana não, desfilam cachecóis e barrigas pintalgadas a sangue e alvo, onde se desfraldam bandeiras e se comem bifanas, onde o cheiro acre da cerveja derramada no chão se mistura no ar com o fumo de cigarros nervosos e de prognósticos esperançosos. Onde a turba se junta e grita, onde o pobre o rico torcem pelos mesmos onze, onde um homem carrancudo, teimoso e despenteado fez, este ano, esquecer que o país é, de facto, pobre, parado e cinzento. Luz é sinónimo de amor. Colectivo, que sou benfiquista,...
A "conjugalidade"
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“I’m a looser, baby, so why don't you kill me?” O gene da conjugalidade não nasceu comigo. Essa qualidade, intrínseca em tantas pessoas, de conseguir ser 50% de um duo, não existe em mim. Quando em situações de dito “namoro”, vejo-me sempre fora de mim mesma, qual espectadora: “quem é aquele trambolho ao lado do x?”; “O que é que o y está a fazer com aquilo?”. O “trambolho” e o “aquilo” sou eu, não por me considerar como tal, mas pela minha total incapacidade de aceitar, sem qualquer conotação perjorativa, ser “a namorada de”. Esta deficiência provoca em mim uma demanda furiosa pela “normalidade”, ou aquilo que percepciono do exterior como sendo “normal”. Gostar de alguém, ser apreciado, o xeque-mate inicial que pões as coisas a rolarem, a descoberta, o desafio, a desilusão, a negociação, a rotina e, por fim, a normalidade. Mas quando se é uma anormal e se pensa demasiado nestas coisas – como, por exemplo, palavrões como “conjugalidade” – é certo e sabido que as coisas vão, mais di...
Porn Plots
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Na peixaria - Então o que é que vai ser freguesa, uns lombos de atum? - Ai, esse atum é grande, mais parece um tubarão! - Se acha que este parece grande, devia ver aqui o meu tubaralho! Na charcutaria - Avie-me aí 250 gramas de salpicão, por favor. - Inteiro ou fatiado? - Inteiro. - (pesa) Tem 220. Quer que ponha mais? - Vá pondo... Em casa 1 - Bom dia, vinha ver a Bimby. - Olhe, outro dia estava a picar cebolas e os pedaços saíam muito grandes... - (...) Não lhe têm dado muito uso, pois não? - (suspiro) Nem por isso... Em casa 2 - Então é a senhora do aspirador? - Sim. Olhe, quando estou a usá-lo, o cano solta-se sempre! - Ah, isto é só pôr uma borrachinha e encaixa que é uma maravilha! Em casa 3 - Então o que é que se passa com a sua box? - Tento enfiar o cabo branco na tomada e não entra! - Mas isto é um macho! - Ai é? Ora deixe cá ver... Em casa 4 - A máquina de lavar dá saltos quando a ponho a trabalhar... já me riscou o parquet todo... - Já experimentou fazer peso em cima?
Sorry, you're out
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Levar uma tampa é... bem.... basicamente, um golpe no ego do caraças. Quando se é homem (e imagino, e espero, que seja assim), a pancada é forte, mas pode-se sempre dar uma de macho alfa, sair com os amigos, apanhar uma bebedeira e deprimir para o exterior (ainda que, no limite, se ganhe uma cirrose). Ser mulher e ser rejeitada é mais complicado e exige uma enorme ginástica mental para que o mundo não nos veja como: a) coitadinhas b) enjeitadas c) insuportáveis Uma analogia televisiva: Levar uma tampa é como chegar às cinco finalistas do America's Next Top Model (ANTM). Já nos foi reconhecido o jeito para a coisa,a beleza exterior, uma certa graça, mas há "qualquer coisa" em nós que não bate certo, um je ne sais quoi que nos falta e nos impede de ser, para o Mr. Tyra Banks, a dama de copas. Em vez disso, somos a carta fora do baralho. E tal como a concorrente do ANTM, somos apanhadas desprevenidas com a decisão do júri que, perante um qualquer passo em falso que não co...
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Uma velha canção lembra-me de ti E da minha inocência calma no teu peito Como, me tocando, sem querer, me tocaste Uma velha canção traz-me à memória O teu rosto de perfil. E o teu cheiro. As minhas mãos no perfume do teu corpo. Antes. Depois. Desejo. Por que se foi essa chama? Por quem morreu essa chama? Porque não fomos? Porque não somos. Seríamos nós? Nós... Nós não fomos.
Sexo - Como poupar dinheiro
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A propósito do artigo que fez capa da revista Sábado nº 292, "Mulheres Que Pagam a Acompanhantes", decidi desenvolver uma estratégia simples e eficaz para todas as fêmeas modernas deste Portugal, sedentas de pinocanço descomprometido. À procura de sexo e sem trinta contos para desembolsar num amante-de-aluguer? Esqueça o incómodo e o constrangimento de entrar em contacto com um "acompanhante" (vulgo malandro-que-em-vez-de-arranjar-um-trabalho-a-sério-vive-à-conta-da-sua-pila-nem-sempre-mágica), passar pelo calvário dos encontros preliminares "para avaliar a química entre o casal" e passe directamente à acção... com um bónus especialmente atractivo em tempos de crise. Será possível ter sexo e ainda poupar dinheiro? É sim, senhoras! E eu explico como, em 5 passos simples e eficazes. Passo nº 1: Eleger um bar/discoteca com ladies night . É sabido que certas casas de diversão nocturna mantêm ainda esta respeitada instituição que é a Noite da Mulher. Ao longo ...